Finalizando o ano...

Esta época do ano sempre nos remete a uma reflexão, um balanço da nossa vida, do ano, das nossas conquistas, tropeços, arranhões, enfim nossos troféus e quedas. Foi um ano difícil, política e economicamente falando, e deste ponto de vista prefiro não me prender aqui porque acredito que um dos pilares de uma sociedade desenvolvida é a igualdade e justiça e neste quesito estamos muito distantes. Prefiro então falar do que está mais próximo, do nosso cotidiano no trabalho, na nossa caminhada com as crianças que atendemos e tratamos, com as famílias que conhecemos e orientamos. Deste ponto de vista, também foi um ano difícil, de muitos diagnósticos, prognósticos e terapêuticas... Crianças de pouco mais ou pouco menos de dois anos trazidas para avaliação, com queixas comportamentais, de linguagem, de sono, alimentação, interação, problemas escolares. Famílias preocupadas, atentas ao desenvolvimento dos seus filhos, colaborativas e interessadas, mas também e, infelizmente, famílias pouco vinculadas, desconectadas da maternidade/paternidade e conectadas com seus eletrônicos e consigo mesmos. Esta é nossa realidade hoje, onde a preferência é pela conexão virtual e o vínculo afetivo/amoroso, de educação, disciplina, valores humanos se dispersou...

Para nossa alegria, e de muitos pacientes e suas famílias, tivemos muitas conquistas e avanços no desenvolvimento das crianças, na compreensão e resolução dos problemas, parcerias incríveis entre profissionais da saúde, da educação e família, porque é nesta rede que acreditamos, nesta “cola” necessária entre os diversos participantes e atores da história de vida de cada um.

Assim, neste momento de balanço, convido os leitores a uma viagem no tempo, do tempo das brincadeiras do telefone sem fio, das cirandas, do banho de mangueira e da bolinha de sabão. Do tempo das conversas na cozinha, dos bons exemplos, da família reunida. Do tempo de celebração, de reunião e de comunhão. De retomar o verdadeiro sentido da família, da boa educação, do conhecimento e do amor.

Finalizo aqui com um presente, um pensamento de Bertrand Russell, humanista, filósofo, lógico e matemático, que encerra uma verdade a ser perseguida; “A vida virtuosa é aquela inspirada pelo amor e guiada pelo conhecimento”. Segundo ele, tanto o conhecimento como o amor são indefinidamente extensíveis; logo, por melhor que possa ser uma vida, é sempre possível imaginar uma vida melhor.

Desejo a todos um maravilhoso fim de ano, com muito amor em família e conhecimento para viver com virtude todos os dias de 2018!

Saúde!

Abraços.

Dra. Cristina Pozzi.

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